postado em: 02/05/19 as 12:00, atualizado em: 02/05/19


Magistrados de Rondônia aprendem técnicas de Gestão da Emoção


Na última segunda-feira (29), com a proposta de promover uma melhor qualidade de vida, a AMERON juntamente com TJRO, a EMERON e a Escola de Inteligência Emocional Augusto Cury deram início ao Curso Gestão da Emoção para magistrados rondonienses.

Esse curso, com previsão de 14 encontros, visa a atender a Resolução nº 207/2015 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que trata sobre a instituição da Política de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores do Poder Judiciário. Inicialmente, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceira com o Instituto Augusto Cury promoveram o Curso Gestão da Emoção com o doutor em Psicanálise Augusto Cury, nos Programas “Freemind: Gestão da Emoção” e “Você é Insubstituível”.A AMERON encampou o projeto e encaminhou para capacitação alguns magistrados.

Após, desenvolveu-se um projeto institucional, sob a coordenação do presidente da AMERON, Desembargador Alexandre Miguel, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre gestão da emoção e zelar pelas condições de saúde do Judiciário.

As magistradas, Inês Moreira da Costa, Marisa de Almeida e Úrsula Gonçalves Theodoro de Faria Souza, foram treinadas como facilitadoras e no projeto replicam as técnicas de gestão de pensamentos de forma a contribuir para a manutenção e o fortalecimento da saúde física e mental dos demais colegas. "No nosso primeiro encontro nós fizemos a apresentação da Teoria da Inteligência Multifocal do Augusto Cury e ficamos absolutamente surpresas com a receptividade e disposição do grupo para aprender a educar os pensamentos", lembra a juíza Marisa de Almeida.

As atividades, teóricas e práticas, são voltadas para o atendimento e a conscientização sobre o funcionamento da mente humana, o trabalho com as funções nobres da inteligência e os desdobramentos individuais e sociais sobre a saúde emocional e a qualidade dos relacionamentos sociais. O objetivo específico é que o participante aprenda a tomar decisões saudáveis por meio de ferramentas psicológicas capazes de contribuir para o aumento da qualidade de vida adaptado ao contexto do Judiciário.

Para a vice-presidente da Ameron, Inês Moreira da Costa que também tem participado como mediadora da informação, “não se costuma pensar no juiz como um ser humano, que tem suas angústias, seus medos, suas emoções. O juiz é sempre idealizado como um ser perfeito, que tem a obrigação de tomar sempre as melhores decisões. E isso tem um grande peso”, explica a magistrada que complementa, “iInfelizmente, não é à toa que temos visto vários casos de depressão e até mesmo de suicídio entre magistrados. Em razão disso, precisamos levar os magistrados a aprenderem como gerir melhor suas emoções. Essa é a proposta do curso, disponibilizando ferramentas que o Dr. Augusto Cury desenvolveu ao longo de sua carreira, que permitem conhecer o funcionamento da mente e de como podemos lidar, de forma saudável, com pensamentos e emoções que surgem a partir de situações cotidianas. É um excelente programa, e o primeiro módulo superou as expectativas, dada a receptividade dos colegas”, pontua.

Projetos dessa ordem são importantes porque o CNJ, em pesquisa entabulada no documento Saúde de Magistrados e Servidores de 2017, apontou que os transtornos mentais e comportamentais foram o quarto grupo de doenças mais expressivo nas ausências ao trabalho naquele ano, com 17.826 ocorrências – representando 11,8% do absenteísmo-doença. A Justiça Estadual foi o ramo de Justiça com maior percentual de ausências com 13%. A ansiedade e a depressão foram as principais doenças relatadas pelos servidores e magistrados.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Ameron

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